terça-feira, 29 de setembro de 2015

Derrota sob medida para seguir aprendendo

Por José Staudt


Derrota sob medida para seguir aprendendo

Time novamente começou apático, largou atrás e errou demais. Placar foi um duro castigo

        Ninguém esperava jogo fácil contra o Russo Preto, forte adversário que já havia abotoado o Corinthians na rodada anterior. No entanto, ninguém esperava, também, que o Expresso cometesse erros infantis nos minutos iniciais do embate, e que antes dos 20 minutos já estivesse perdendo por 2x0. Muito desligado, lento e sem vibração, sofreu o primeiro antes dos 10, erro do meia José Staudt, que perdeu a bola ao tentar sair jogando da defesa. O chute no canto, de fora da área, venceu o goleiro Araldo Neto.
        Tentando desde a abertura da partida encurtar a marcação, a equipe, ainda em fase de adaptação à realidade do campeonato, chegava atrasada no combate, permitindo espaços generosos para que o oponente trabalhasse com facilidade entre suas linhas defensivas. Em jogada  pela esquerda saiu o segundo gol, falta clara sobre o defensor expressano, que bloqueou a passagem do drible e foi puxado pelo ombro pelo avante, que chegou ao fundo, cruzou e serviu o companheiro com a goleira vazia.
        A partir daí a marcação encaixou melhor, e o Expresso ocupou o campo de ataque durante o resto da primeira etapa, criando boas oportunidades para descontar: Staudt cobrando falta quase marcou, e no rebote, Leandro Silveira, com a meta escancarada, furou; Carlos Fernandez recebeu toque de cabeça na área e bateu firme, bola que desviou no adversário e, com o guarda-metas vencido, perdeu-se para escanteio; Fernandez cobrou falta ensaiada na área e o toque de cabeça no primeiro pau por centímetros não chegou até Dartagnan Noli, que entrava livre às costas da zaga; Carlos Fernandez outra vez bateu escanteio, o goleiro soqueou para cima e Silveira disputou no alto com o defensor. Ela sobrou, então, para Noli, que desequilibrado girou de pé direito, mas fraco e no meio.
        A etapa se estava encerrando com o escore ainda em aberto, mas o Russo Preto ampliou sua vantagem depois que Araldo Neto não conseguiu segurar cruzamento que veio da esquerda e soltou a bola nos pés do atacante rival, que tocou de leve para as redes deixando o jogo em 3x0.
        Depois de reposicionar a marcação no intervalo o Expresso voltou bem melhor, dominando o oponente e jogando dentro do seu campo. Apertando a saída de bola desde o apito inicial, tirou os espaços que antes sobravam e começou a encurralar os negro-soviéticos na defesa. O time, porém, desperdiçou demais as bolas paradas que teve, batendo mal para a área os cruzamentos e facilitando o corte da retaguarda.
      Depois de forte pressão e de cruzamento da direita, Allison Raupp bateu desequilibrado da entrada da área e perdeu boa oportunidade; José Staudt subiu mais do que a defesa e cabeceou desequilibrado, pela linha de fundo. Entretanto, depois de roubar a esfera na intermediária, Paulo de Tarso serviu Dartagnan Noli e o centroavante atirou com violência, no ângulo, descontando para o trem fantasma.
       Faltava o chute a gol mais limpo. O predomínio territorial era expressano, sem, contudo, construir lances de perigo real. Muitos levantamentos e chegadas pelo flanco, mas ela nunca sobrava para um arremate. Então Noli foi lançado em meio à defesa e ganhou de dois adversários para mais uma vez anotar, gol que foi anulado pela péssima arbitragem de Tony por falta inexistente, muito menos falta do que a que não foi marcada para o Expresso no lance que resultou no segundo gol contrário, impedindo a reação que se estabelecia em virtude do amplo volume de jogo imprimido pelo time auricerúleo.
       Depois de muito insistir e jogar-se à frente desesperadamente, e apesar de toda a qualidade defensiva apresentada na etapa complementar, sofreu o golpe de misericórdia em contra-ataque no último lance, fechando o placar em 4x1.
       Com o resultado a equipe sai pela primeira vez da zona de classificação, o que exigirá dos jogadores maior envolvimento ainda nas rodadas seguintes, mais atenção ao longo dos 90 minutos e um crescimento técnico urgente, a fim de possibilitar que a estratégia seja colocada em prática sem, com isso, expor o time a riscos como os que tem corrido ao perder a posse de bola com a facilidade com que tem acontecido.

Expresso 1x4 Russo Preto
PT = 0x3
Local: CT Muradás, Canoas
Data: 12/09/15
Horário: 13h30

Copa UEFA
Araldo Neto – Leandro Silveira(C), Giovani Boccardi e Cristian Pheula; Carlos Fernandez, Paulo de Tarso, José Staudt, Francisco Peres e Allison Raupp; Pedro Fernandes e Dartagnan Noli. (Douglas Lobi, Matheus Corrêa, Matheus Nunes, Rafael Rancati, Ricardo Toscani, Sérgio Carvalho e Vinícius Guimarães). Andre Maders, Fernando Gutheil e Mateus Trobetta.
Técnico:

Caminho certo, derrota amarga

Por José Staudt


Caminho certo, derrota amarga

Time sentiu a pressão de ter que ganhar e sucumbiu ao favoritismo. Servirá de aprendizado

          Não foi desta vez, ainda, que os boêmio-ferroviários voltaram a vencer por uma competição oficial. Jogando ante o Gaudério, para quem jamais havia perdido, a equipe sentiu o peso de ter que ganhar, se inibiu em campo e amargou a primeira derrota desde a implementação do novo sistema tático, encerrando uma série invicta de 5 partidas.
       Sem criatividade para articular os lances ofensivos, conformou-se em ser enredada pela marcação adversária, demorando demais para fazer circular a bola e permanecendo o tempo todo presa a um mesmo lado do campo, do início ao fim dos lances.
        Lenta na saída de trás e com pouca movimentação, não criou situações perigosas ao longo de todo o jogo, exceção feita à oportunidade viva desperdiçada por Allison Raupp depois de receber atrás da zaga toque de cabeça de José Staudt em cruzamento de Carlos Fernandez, quando dominou, trouxe para o pé direito e bateu firme, bola que foi salva pelo zagueiro, desviando-a para escanteio. Em outros dois lances de tiro de canto conseguiu vantagem na primeira bola, que chegou viva à pequena área, porém a falta de posicionamento impediu o seu aproveitamento e a consequente abertura do placar pelos expressanos.
       Diferentemente do que ocorreu contra o Ipanema, quando o time entrou ligado e disputando todas as jogadas (apesar de tê-las perdido bastante no primeiro tempo de então), os atletas passaram a manhã toda perdendo divididas e especialmente as segundas-bolas que resultavam da disputa no ar em virtude das cobranças de tiro de meta. Sem quase nunca sair jogando nestas ocasiões, ainda perdia no combate no chão e dava campo ao oponente, que se organizava já no ataque.
        Afora os atacantes, que cumpriram à risca a marcação solicitada, e com os alas mal posicionados
e os demais muito longe de seus alvos, o time permitia ao rival recolher a redonda sem maiores problemas, e assim corria muito mais depois das articulações contrárias, que acabavam por exigir desgaste redobrado dos atletas para tentar reaver a posse de bola, que logo voltava ao poder do Gaudério. Tecnicamente perfeita na contenção, a defesa abusou de dar espaço para o ataque rubro-verde, o que ajudou a aprofundar a perda do embate territorial.
       Apesar de todos estes desacertos, nada foi criado pela representação gaudéria, que obteve seus gols em duas cobranças de falta cujos desvios na barreira, apocalipticamente em ambas as tentativas, acabaram caindo no ângulo do já batido Araldo Neto, que nada pôde fazer, e de fato nada fez em toda a partida.
        Agora o Expresso volta a campo no sábado, 13h30, para enfrentar outra pedreira do certame, o qualificado Russo Preto, que na última rodada obliterou o Corinthians por 4x0. O técnico José Staudt deverá promover uma pequena alteração no posicionamento de saída de bola adversária, que permanecerá em utilização enquanto o oponente estiver em seu campo de defesa, e reajustar a marcação dos alas, alheios à disputa da partida, enquanto defensores, por quase toda a extensão do encontro.

Expresso 0x2 Gaudério
PT = 0x1
Local: CT Muradás, Canoas
Data: 05/09/15
Horário: 9h30

Copa UEFA
Araldo Neto – Leandro Silveira(C), Fernando Gutheil e Cristian Pheula; Carlos Fernandez, Paulo de Tarso, José Staudt, Francisco Peres e Allison Raupp; Douglas Lobi e Heider Alves. (Alexsander Custodio, Giovani Boccardi, Pedro Fernandes, Rafael Rancati, Ricardo Toscani, Sérgio Carvalho, Victor Johnson e Vinícius Guimarães). Matheus Nunes.
Técnico: José Staudt.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

nós OK

nós ok
Gladiadores expressanos estrearam na UEFA arrancando empate épico contra o Ipanema

      Em campo, dois tempos distintos, capazes de servir como testemunha das mudanças revolucionárias pelas quais passou o Trem Fantasma desde sua eliminação na Copa Farroupilha.
      Começando distante na marcação, o Expresso percorria distâncias siderais para tentar fechar os espaços que o ataque contrário criava em seu setor defensivo. Sem alertarem uns aos outros adequadamente sobre as flutuações, zagueiros e volantes cruzavam o vácuo nas diagonais, pra cima, pra baixo, mas sempre atrás de alguém, que invariavelmente recebia livre e causava problemas.
      Logo aos 10 minutos, depois de lançamento espacial de 50m, Leandro Silveira não percebeu a passagem às suas costas e deixou a bola cair no pé do atacante, já dentro da área. No impulso, tentou bloquear a passagem do rival, porém permitiu o drible para dentro, e o chute colocado, na gaveta, impossibilitou Araldo Neto de esboçar a defesa. Era muito cedo, não havia troca de passes, nem movimentação; as divididas eram sempre do Ipanema e a vibração simplesmente inexistia.

       O jogo boêmio-ferroviário era truncado desde a saída de trás. Começava de um lado e ali terminava. A circulação de uma lateral à outra, um dos elementos mais trabalhados durante a preparação, havia deixado de ocorrer. A falta de mobilidade matava o ataque de inanição, e resultava, também, em virtude dos erros de passe, em riscos defensivos agudos.
Paulo de Tarso e Ricardo Toscani faziam força para neutralizar os oponentes na intermediária, mas as falhas no posicionamento faziam com que a redonda sobrevoasse o tempo todo suas cabeças, aterrissando nos adversários. Movediços, os avantes contrários desorganizavam também a zaga, que demorava a acompanhar as mudanças de posição e acabava sobrecarregando os volantes. Nas poucas vezes em que adiantaram a marcação, Leandro Silveira, Marco Viola e Cristian Pheula conseguiram vitória pessoal. No entanto, poucas foram as oportunidades em que deixaram o setor para combater mais à frente, se conformando com a existência de um buraco negro nas redondezas, onde morriam aos poucos Tarso e Toscani.


Meia-cancha boêmia segundo agência espacial russa Roscosmos. Buraco negro

      Ofensivamente falando, somente duas vezes o Expresso entrou na área alviverde: na primeira, José Staudt recuou para tentar articular a jogada pela esquerda, recebeu de Allison Raupp e enfiou nas costas da defesa para Pedro Fernandes, que invadiu a área e cruzou para trás, bola que Heider Alves não conseguiu finalizar. Na segunda, Paulo de Tarso serviu Fernandes na área, que conseguiu driblar o goleiro, mas atirou sobre ele e obteve apenas o escanteio. Na cobrança, o melhor momento expressano na etapa inicial, Carlos Fernandez bateu, Staudt desviou para o miolo e ela passou em frente a Tarso, com o goleiro batido. No contragolpe o Ipanema perdeu chance incrível aproveitando-se de falha de recomposição do Expresso, e Araldo Neto, saindo desesperado a fim de evitar a ampliação do escore, viu a bola explodir no poste esquerdo e perder-se pela linha de fundo.
      Aos 30, porém, após novo erro de compactação, cruzamento da esquerda encontrou o atacante livre dentro da pequena área e mais uma vez Neto nada pôde fazer. Ipanema 2x0.
Pouco importava, para a retomada da trajetória azulada no jogo, a maneira como o oponente se estruturava taticamente, as movimentações frequentes que seus atletas executavam, e sua qualidade técnica inegável. Era fundamental, todavia, que o próprio Expresso decidisse de uma vez por todas acreditar no trabalho que vinha fazendo desde os primeiros encontros, ainda na PUC. Faltava aproximar dos rivais, como ficou estabelecido na preleção; faltava circular a bola; e faltava, acima de tudo, perceber que, agora, valia mais que os 3 pontos! Valia a própria dedicação despendida ao longo de todo este interminável período! E assim, finalmente, se fez a luz!
      Já na saída de bola Staudt recebeu, abriu para Paulo de Tarso e este para Carlos Fernandez, que chegou até a lateral da área e cruzou sobre a defesa. O time saía de trás com objetivo pela primeira vez na partida, 5 segundos da etapa complementar. Imediatamente a retaguarda avançou e a compactação dos setores ressurgiu, as divididas passaram a ser do Expresso, e mais nenhum oponente recebeu com liberdade pelo resto do enfrentamento.
Beneficiados pelo avanço da zaga, tanto Paulo de Tarso quanto o substituto de Ricardo Toscani, Francisco Peres, focaram seu combate em alvos específicos, o que lhes possibilitou, inclusive, apoiar o ataque, e Pedro Fernandes e Heider Alves começaram, definitivamente, a jogar.
         Depois de sair de trás em velocidade pela esquerda, Staudt passou por dois adversários ao tabelar com Allison Raupp no campo de defesa. Fernandes arrancou pelo flanco, mas o meia boêmio ameaçou o passe e seguiu a progressão rumo à área. Quando preparava o passe para Alves, sofreu carga faltosa na intermediária, continuando, surdamente, a carreira lunática que já nem valia mais. Falta. O programa espacial seria reativado.
      Posicionado para o lançamento, Carlos Fernandez preparava os últimos detalhes do Sputnik que enviaria para a área, outra vitória sobre os americanos. Ele veio girando, os cosmonautas subiram e, subindo mais que todos, no meio da defesa, Heider Alves torneou firme, lá no ângulo, no melhor estilo Yuri Gagrin: “A Terra é azul!”. Gol do Expresso, o seu primeiro pelo Trem Fantasma! E foi também seu momento derradeiro no jogo. O dele e o de Carlos Fernandez, ambos cedendo lugar a Sérgio Carvalho e Dartagnan Noli, que já entraram infernizando!


Alves soviético: o espaço é nosso!

      Sujeito aos contra-ataques, o time não arredou mais pé do campo ofensivo por um segundo sequer. Adiantou a marcação completamente, era o empate ou nada! E para possibilitar a reação total, foram sendo recompostas as energias à medida em que assumiam as funções os atletas vindos do banco.
       Aos 25 do segundo tempo, em arrancada fulminante pelo meio depois de o time recuperar a bola na frente por meio de marcação-pressão, Paulo de Tarso achou Noli pela direita em condições de arrematar. O centroavante artilheiro recolheu com um leve toque e bateu cruzado com violência. Pedro Fernandes acompanhava de cima o lance e sentiu que era hora do carrinho para consolidar a igualdade, mas não deu tempo: o próprio defensor, desnorteado, se encarregou de estabelecer a justiça no escore, tropeçando nela bizarramente e atirando-a em chamas para o gol vazio! Expressooooooo!!!!


Dartagnan Noli empatou em chute cruzado: “Um por todos, todos por um!”

      Já com Victor “Nêgo” Johnson, Giovani Boccardi e Fernando Gutheil em campo, a equipe construiu uma barreira próximo à área, terminou com o ímpeto do Ipanema e impediu que este se aproximasse da meta chegando junto. A balança pendeu para o lado celeste, que quase virou o jogo em dois lançamentos cortados no último esforço pela zaga alviverde. Nos minutos finais, Rafael Rancati também entrou para defender o time com artilharia antiaérea, e o Expresso festejou o valiosíssimo ponto arrancado em homenagem ao mais gigante de seus atacantes, o querido e saudoso Rodrigo Gladiador.


 Expresso da Madrugada ressurgiu com sua farda campeã! Pra cima deles, Trem Fantasma!

      A nota triste do encontro fica por conta da declaração preconceituosa feita por um dos atletas do Ipanema, que xingou o expressano Francisco Peres tentando atingi-lo por ser nordestino. Nós, da coruja celeste, compreendemos que dentro de campo os ânimos se exaltam, mas que já não existe mais espaço, numa sociedade que se pretende evoluída, para ataques contra qualquer pessoa tentando imputar a ela inferioridade por conta de sua origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação.

Expresso 2x2 Ipanema
PT = 0x2
Local: CT Muradás, Canoas
Data: 29/08/15
Horário: 15h30

Copa UEFA
Araldo Neto – Leandro Silveira, Marco Viola(C) e Cristian Pheula; Carlos Fernandez, Paulo de Tarso, José Staudt, Ricardo Toscani e Allison Raupp; Pedro Fernandes e Heider Alves. (Dartagnan Noli, Fernando Gutheil, Francisco Peres, Giovani Boccardi, Rafael Rancati, Sérgio Carvalho e Victor Freitas). André Maders , Geverton Ost e Vinícius Guimarães. Técnico: José Staudt.
Gols: Dartagnan Noli e Heider Alves.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Chamada UEFA 2015

Dia 29/08/2015 começa a UEFA !!! 
Vamo EXPRESSO


Plantel Expressano 2º Semestre 2015

Vitória da evolução do conjunto boêmio

Por José Staudt

Vitória da evolução do conjunto boêmio
Expresso dominou o Gaudério, anotou o gol no final e consolidou seu novo momento


        Já são 4 jogos amistosos de invencibilidade, com três vitórias seguidas. Tudo mudou desde a reformulação do sistema tático, e o triunfo sobre o Gaudério, equipe que igualmente disputará a UEFA a partir do dia 29, é a prova cabal de que o time mudou de nível e que está se preparando adequadamente para os desafios que enfrentará.
        No último sábado, dia 15 de Agosto de 2015, mobilizados para mais um teste de preparação, os boêmio-ferroviários organizaram-se para colocar em prática não só aquilo que vêm trabalhando nos treinamentos, mas também seguiram à risca a logística e os critérios que serão empregados na UEFA, como a escalação anunciada no horário estabelecido e a utilização somente dos jogadores que se faziam presentes, na hora marcada, para a etapa inicial.
        Começando sem muita fluidez para sair de trás, o Expresso errava muitos passes e marcava longe, permitindo a flutuação dos adversários entre suas linhas de marcação. Trabalhando especialmente no lado esquerdo de defesa do time, às costas de Allison Raupp, à frente de Giovani Boccardi e aproveitando-se da falta de entrosamento do estreante Matheus Nunes, o Gaudério forçava seu jogo no alemão da meia, que saía lá da frente para articular no espaço deixado pelo posicionamento azulado. Foi assim que criou sua melhor oportunidade, lance em que Alemão recebeu, avançou pelo flanco e chegou à frente de Mateus Trombetta, rolando para trás e servindo o companheiro que atirou nas mãos do guarda-metas celeste. Trombetta também salvou com os pés arremate da direita no início do jogo. No ataque, Dartagnan Noli igualmente permitia que os oponentes tivessem liberdade, sobrecarregando o setor de meio campo, obrigado a cobri-lo a todo momento devido à desatenção na saída da bola. 
        Passado o momento de instabilidade a equipe cresceu, e começou a fazer a redonda circular de pé em pé. Leandro Silveira coordenou bem a defesa, que respondeu dando mais segurança ao time, bem protegida que estava por Paulo de Tarso, em especial depois que Boccardi e Rafael Rancati aproximaram-se dos rivais a quem deveriam combater. Desse modo apareceu o toque curto e a troca de lado das jogadas, que ia desde a direita, onde saía com Matheus Corrêa, até chegar a Allison Raupp na esquerda, passando sempre por Paulo de Tarso, Matheus Nunes e José Staudt, obrigando o Gaudério a sair do lugar e abrindo espaços na sua defensiva.
        Após boa triangulação pela esquerda, Pedro Fernandes serviu Staudt, que cruzou com perigo entre o goleiro e a zaga para Noli tentar a conclusão, bola que foi rebatida para escanteio. Na cobrança, Noli tentou o gol em bate-rebate, mas não conseguiu concluir quando se encontrava dentro da pequena área. Mais tarde, Raupp recebeu livre, invadiu a área e demorou para servir Fernandes, oferecendo-lhe um míssil desgovernado. 0x0.
          Na etapa final, conforme estabelecido antes da partida, foram levados a campo todos os atletas que formavam o banco de reservas, a fim de dar oportunidade aos jogadores durante a preparação, com a previsão de retorno dos que iniciaram em caso de cansaço ou de necessidade técnico-tática.
         Entretanto, devido à estabilidade apresentada pelos substitutos, o treinador José Staudt optou por dar sequencia aos suplentes, que conseguiram amordaçar totalmente o oponente, apesar da falta de contundência ofensiva nos minutos iniciais.
        Na zaga, Fernando Gutheil, retornando de lesão, assumiu com qualidade a posição de líbero, liberando Leandro Silveira para retornar à sua posição pelo lado direito no lugar de Rancati e com Cristian Pheula pela esquerda na vaga de Boccardi. Não se ouviu mais falar em Gaudério. Allison Souza, na meia, articulava bem os lances no lugar de Staudt, e mesmo sem a afinação ideal com os companheiros do setor em virtude da participação eventual nos treinamentos, conseguia distribuir bem as jogadas, fazendo o time se mover. Sérgio de Carvalho e Francisco Peres protegeram a retaguarda, além de dar bom andamento na bola quando ela vinha de trás. E Douglas Lobi e Heider Alves, no ataque, passaram a incomodar com frequência o rival.
       Alves quase abriu o placar em jogada belíssima, onde aplicou chapéu antológico sobre o zagueiro e foi barrado na hora da conclusão; Lobi recebeu no meio e partiu a dribles em direção ao gol, fintando duas vezes o mesmo jogador para bater firme e só não marcar graças a desvio providencial do adversário; e aos 40 minutos, depois de desgastar completamente o time rubro-verde, Souza lançou Heider Alves às costas do lateral esquerdo, e o avante fantasma invadiu a área, passando pelo marcador e sendo atingido cinematograficamente. Pênalti! Gutheil atirou rasteiro, ela deu no poste e chocou-se contra a rede no lado oposto, gol que garantiu a vitória expressana e fechou a temporada de amistoso do clube antes da estreia na UEFA, marcada para 29/8, 15h30, contra o atual campeão do certame, o fortíssimo Ipanema. 

        Quinta-feira, 22h, o Expresso encerra a preparação pré-campeonato com treino na Soccer City, quando fará movimentações de aproximação, manutenção da posse de bola, troca de marcação e, dependendo do quorum, conclusões.


Expresso 1x0 Gaudério
PT = 0x0
Local: CT Muradás, Canoas
Data: 15/08/15
Horário: 14h
Amistoso
Mateus Trombetta – Rafael Rancati, Leandro Silveira(C) e Giovanni Boccardi; Matheus
Corrêa, Paulo de Tarso, José Staudt, Matheus Nunes e Allison Raupp; Pedro Fernandes e
Dartagnan Noli. (Allison Souza, Cristian Pheula, Douglas Lobi, Fernando Gutheil, Francisco
Peres, Heider Alves e Sérgio Carvalho). Técnico: José Staudt.
Gol: Fernando Gutheil

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Trem Fantasma atropela o negativismo

Por José Staudt

Trem Fantasma atropela o negativismo
      “Apesar da crise”, como diria a RBS, Expresso segue evoluindo e consolidando seu trabalho


       O fatalismo não tem lugar no Expresso da Madrugada. Pretensamente desmoralizado pela campanha inexpressiva na Copa Farroupilha, onde a equipe não conquistou nenhuma vitória e sofreu goleadas retumbantes, o grupo reuniu-se para discutir as estratégias de recuperação da imagem do clube, da confiança do elenco e do esquema tático a ser adotado para aproveitar ao máximo as potencialidades dos seus jogadores.
       Rechaçando completamente a tese levantada pela imprensa marrom da necessidade de se reformular completamente o grupo de atletas, a diretoria optou por implementar um programa de treinamentos que pudesse subsidiar as alterações táticas propostas, potencializando as qualidades técnicas dos integrantes do time e garantindo a melhoria do condicionamento físico, fundamental para que o trabalho tivesse solidez.
         Assim, “apesar da crise”, como com tanta originalidade publicam veículos do tipo Zero Hora, Rádio Gaúcha, Jornal Nacional, O Globo, Folha de São Paulo e afins, o Expresso seguiu avançando rumo ao seu objetivo, e num espaço de pouco mais de dois meses obteve visível evolução tática, condicionamento físico crescente e extraordinária integração social, que sustenta todas as alterações atualmente colocadas em prática dentro de campo.
       No domingo dia 02 de agosto de 2105, seguindo à risca cronograma elaborado de modo a capacitar o time a disputar a UEFA em igualdade de condições com os demais adversários, a delegação partiu rumo a Dois Irmãos, no pé da serra gaúcha, a fim de enfrentar o Gunners, que em seu município chegou ao vice-campeonato de futsal.

Partida foi disputada na Associação dos Funcionários do Grupo Herval, em Dois Irmãos

       Apoiado pela Volksarmee, sua tradicional torcida, e também pela Expresso-íris, nova turba composta  por militantes em prol do reconhecimento dos direitos homo afetivos, fundada por Mateus Trombetta, ex-goleiro do clube, o time começou o jogo disposto a conquistar a vitória dentro de sua estratégia de jogo, o que era mais importante do que o triunfo em si.
       No entanto, a desatenção e a falta de decisão foram responsáveis por colocar os boêmio-ferroviários em enorme desvantagem de 0x2 antes dos 20 minutos. No primeiro gol Giovani Boccardi demorou para definir o lance, e obrigou Araldo Neto a sair desesperado e efetuar a defesa nos pés do adversário. Só que na reposição, Neto trombou com o atacante e atirou a bola pra dentro, sozinho, bizarramente. Bizarramente inigualável. O gol mais surreal da história do clube (https://www.youtube.com/watch?v=WvgMYDaP0Os ).
          Pouco depois, ainda sob o efeito da incrível descoordenação motora vista na abertura do placar, Araldo Neto saiu no melhor estilo Taffarel com febre 
(https://www.youtube.com/watch?v=Cf3-7TKUhQU) e o avante contrário, livre, totalmente desmarcado devido a da defesa, apenas escorou para o fundo do gol para ampliar o déficit expressano.
         “Apesar da crise”, a equipe continuava o seu caminho dentro do jogo, tratando de colocar a bola no chão, inverter as jogadas e chegar por meio de trabalho consciente dos atletas. José Staudt tentou de fora da área e o goleiro praticou grande defesa; Pedro Fernandes entrou livre pela esquerda e bateu por cima; Dartagnan Noli cabeceou sobre a meta cruzamento da direita de Carlos Fernandez. Os escanteios de Fernandez levavam grande perigo, e estavam sempre a um centímetro de alcançar o alvo. E depois de jogada rápida de saída de trás, Staudt achou Pedro Fernandes em velocidade e serviu-o na entrada da área. Na tentativa do drible foi derrubado, lance considerado normal pelo árbitro, mas Noli ficou com a sobra, invadiu e bateu firme para descontar. 1X2. Já dava só Expresso. E assim continuou.
        Fernandez cobrou escanteio e Noli subiu mais que todo mundo para desviar no cantinho, goleiro
imóvel, e bola caprichosamente se perdendo pela linha de fundo; Allison Raupp achou José Staudt entrando na diagonal, serviu-o no meio da zaga e este, quando já ia concluindo, foi atropelado na área por trás. Pênalti não marcado; mas então, depois de tanto insistir, a equipe chegou ao empate em golaço de Pedro Fernandes, que foi achado por Leandro Silveira em bela assistência, dominou com o pé esquerdo e, de direita, atirou no alto para igualar.

Originalidade e ética perdidas: “apesar da crise”, Expresso venceu com facilidades o Gunners.

       No segundo tempo estavam programadas as substituições a serem realizadas como parte da preparação de todos os jogadores neste período de inter temporada. Na zaga, que depois de um início claudicante jogou com firmeza e seriedade, entrou Cristian Pheula em substituição ao bêbado Boccardi. Permaneceram Leandro Silveira e Marco Viola, que faziam partida extremamente segura. Ricardo Toscani também deu lugar a um companheiro, e Francisco Peres passou a fazer dupla com Paulo de Tarso na cabeça da área, onde praticamente nada passava e assim permaneceu por todo o restante do jogo. Na frente o ataque voltou com Heider Alves no lugar de Fernandes, de ótima atuação, e o time, ainda bastante caracterizado, seguiu atacando o oponente até virar. Em jogada muito bem trabalhada, Carlos Fernandez foi acionado na direita e cruzou com perfeição no meio da zaga onde Dartagnan Noli cumprimentou de testa o goleiro, que nem se mexeu. Ela bateu no poste e correu para dentro abraçando-se às redes para colocar o time pela primeira vez na frente do marcador. Um golaço!
          Aos 15, a última leva de mudanças, que demonstra ter o Expresso capacidade técnica no grupo compatível com a construção de um bom time de competição, promoveu Alex Custódio no ataque,
Matheus Corrêa na ala direita, Luiz na volância e Douglas Lobi na meia, com Giovani Boccardi retornando à defesa quase ao final – já acordado, o que melhorou significativamente sua atuação.

Crescimento técnico-tático coincide com o melhor entrosamento do grupo dentro e fora de campo
       
          Araldo Neto, que já vinha mostrando estar completamente recuperado do primeiro tempo normal ao sair com precisão em cruzamentos e lançamentos sobre a área, salvou o time em petardo de fora que tinha endereço certo, mas não conseguiu evitar empate em outra saída errada da equipe.
           Porém o quadro marinho-celeste dominava totalmente o rival, perdendo inúmeras chances com Alves, Custódio, Corrêa, num chute espetacular que acertou o travessão no ângulo do arqueiro, e Lobi, e não demorou para voltar à dianteira, gol obtido quando a bola atingiu o defensor em cruzamento de Douglas Lobi engando o goleiro e caindo dentro do arco.
          Com os 4x3 a seu favor, bastava o time controlar a posse de bola com calma, fazer o adversário se abrir na tentativa de empatar, e matar o jogo em uma das inúmeras oportunidades criadas. Porém a ansiedade para concluir os lances foi grande, os erros de passe foram muitos e a precipitação marcou as decisões até o final, e não fosse a estabilidade alcançada pelo sistema defensivo, a vitória poderia ter sido colocada em risco, ainda mais que o juiz decidiu estender o jogo até quase queimar o churrasco.
          Com o apito final foi só comemorar mais uma vitória e confraternizar com os companheiros e familiares a bela jornada boêmio-ferroviária!

Expresso comemora! Dois Irmãos entra para a história azulada.


Expresso 4x3 Gunners
PT = 2x2
Local: AFGH, Dois Irmãos
Data: 02/08/15
Horário: 10h

Amistoso
Araldo Neto – Leandro Silveira, Marco Viola(C) e Giovanni Boccardi; Carlos Fernandez,
Paulo de Tarso, José Staudt, Ricardo Toscani e Allison Raupp; Pedro Fernandes e Dartagnan
Noli. (Alex Custódio, Cristian Pheula, Douglas Lobi, Francisco Peres, Heider Alves, Luiz,
Matheus Corrêa). Técnico: José Staudt.

Gols: Dartagnan Noli (2), Douglas Lobi e Pedro Fernandes.

domingo, 2 de agosto de 2015

Trabalho começa a dar resultado

Por José Staudt 
                Trabalho começa a dar resultado
       Sistema tático vem sendo assimilado pelos atletas e Expresso apresenta melhor rendimento depois da campanha abaixo da crítica na Copa Farroupilha, o Expresso da Madrugada reuniu-se para reformular seu grupo de jogadores e o sistema tático. Foi implementado um horário de treinamento semanal, às quintas-feiras, 21h30, para dar suporte ao novo formato tático e ajudar na obtenção de melhor condicionamento físico. Ao mesmo tempo o time vem, desde o final da campanha do primeiro semestre, encontrando-se todos os sábados para colocar em prática estas mudanças e prová-las na prática ante oponentes diversos. Após derrota em jogo treino na PUC depois da primeira semana de sessões, a equipe enfrentou mais
dois adversários: o Racing, que classificou-se com folga na Farroupilha (empate em 1x1 no amistoso de 27/6) e o Banrisul, sábado passado (25/07/2015), na Serraria, onde o Trem Fantasma obteve sua primeira vitória no ano (4x1, sem sobressaltos). Sendo assim, já são dois jogos de invencibilidade e de melhor produção e posicionamento, com avanço tanto na parte tática como física, o que capacita melhor os atletas também para desempenharem tecnicamente com mais qualidade.
       No jogo do último final de semana o time formou inicialmente com os jogadores que vêm treinando regularmente, critério que será empregado daqui para frente. Os três zagueiros funcionaram perfeitamente, dando segurança ao time e compactando-o para diminuir os espaços concedidos ao adversário. No meio de campo, com dois volantes, um meia e dois alas, houve troca de passes bastante significativa, que conseguia abrir espaços na retaguarda contrária e que foi responsável pela facilidade com que o Expresso abriu o placar com José Staudt após ótima triangulação pela direita. O ataque mostrou-se bastante participativo e,
além de criar jogadas de perigo, contribuiu enormemente na destruição das tentativas contrárias.
Depois de corrigir problemas de marcação na frente, o oponente nem mesmo de trás conseguia sair.
       Na segunda etapa, quando houve a promoção dos jogadores suplentes, que em sua maioria faziam a estreia pela equipe, a posse de bola diminuiu um pouco, mas o time ganhou em profundidade. Alex Custódio, Enderson e João Custódio deram números finais ao escore expressano. O gol do Banrisul foi anotado em penalidade máxima em que Araldo Neto por muito pouco não defendeu.
       No próximo domingo os boêmio-ferroviários vão a Dois Irmãos enfrentar o Gunners, 10h, dando seguimento à ótima preparação que vêm fazendo visando à UEFA. Haverá confraternização com a equipe do Portal da Serra e os jogadores poderão levar amigos e familiares.

Expresso aproveitou para jogar na Serraria antes que Sartori entregue o local de graça...


Expresso 0x0 Racing
PT = 0x0
Local: CT Muradás, Canoas
Data: 27/06/15
Horário: 12h
Amistoso
Araldo Neto – Leandro Silveira, Cristian Pheula e Marco Viola(C); Sérgio de Carvalho,
Paulo de Tarso, José Staudt, Vinícius Guimarães e Allison Raupp; Pedro Fernandes e Dartagnan
Noli. (Allison de Souza, Francisco Peres e Rafael Rancati). Técnico: José Staudt.
Gol: Dartagnan Noli.

Expresso 4x1 Banrisul
PT = 1x0
Local: Centro de Treinamento Banrisul, Porto Alegre
Data: 25/07/15
Horário: 10h
Amistoso
Araldo Neto – Leandro Silveira, Marco Viola(C) e Giovanni Boccardi; Vinícius Guimarães,
Paulo de Tarso, José Staudt, Ricardo Toscani e Carlos Fernandez; Pedro Fernandes e Dartagnan
Noli. (Alex Custódio, Bahia Custódio, Cristian Pheula, Ender Custódio, João Custódio,
Lucas Rodrigo e Rodrigo Pheula). Técnico: José Staudt.
Gols: Alex Custódio, Ender Custódio, João Custódio e José Staudt.


domingo, 7 de junho de 2015

Fechando mal, mas em frente

Por José Staudt
Fechando mal, mas em frente
Encerrando com nova derrota a Farroupilha, grupo planeja remobilização para a UEFA


      Depois da má campanha na última Farroupilha, quando o time terminou em último em seu
grupo, o Expresso já se mobiliza para retomar as trabalhos visando participar da UEFA em
melhores condições.
      Reunião da comissão técnica na última semana definiu alteração do sistema tático para o
novo certame, que será introduzido em treinos do plantel e em jogos amistosos, já que a
possibilidade de participar de competição com os times eliminados da Farroupilha não existe
mais devido à demora na definição do clube, o que tende a ser positivo, uma vez que o
principal é acertar a forma do time se posicionar e se deslocar pelo campo, fixar funções,
coberturas e formações.
      O principal, no entanto, é que os jogadores executem as suas funções conforme determinação
da comissão, sem ranço e prejulgamentos, o que tem atrapalhado muito todas as formações
do time ao nas últimas competições, onde muitos atletas reclamam de terem de executar
funções defensivas quando na realidade não as executam, não rendendo o esperado,
igualmente, quando de posse da bola.
   

     Expresso 0x4 PSG
PT = 0x3
Data: 23/05/15
Horário: 11h30
   
     Copa Farroupilha
José Staudt – Leandro Silveira, Pablo Figueroa, Marco Viola(C) e Baiano; Paulo de Tarso,
Ricardo Toscani, Carlos Fernandez e Fernando Gutheil; Cristian Pheula e Pedro Fernandes.
(Alex Raupp, Nicholas Zucchetti e Vinícius Guimarães). Técnico: Vinícius Guimarães e
José Staudt.

domingo, 24 de maio de 2015

Tirando a barriga da miséria

Por José Staudt
Tirando a barriga da miséria

      Expresso leva 6, recupera sua média de gols sofridos e agora tenta manter a bela imagem depois de duas partidas animadoras, onde a equipe jogou bom futebol e se defendeu heroicamente, mantendo vivas as  esperanças de avançar à segunda fase da Copa Farroupilha, o time se esfacelou na partida do último sábado, sofrendo goleada constrangedora do Mônaco, que tenta se reerguer depois de uma brusca queda de produção na atual temporada.
      Mais uma vez sem goleiro de ofício, até que iniciou o embate dignamente, tentando a troca de passes
e jogadas ofensivas. Num dos primeiros movimentos anotou o seu gol, falha gritante da retaguarda
contrária aproveitada oportunisticamente pelo avante Cristian Pheula, que passou pelo goleiro
e empurrou para o arco vazio.
      Porém, logo em seguida, tudo veio abaixo. Após cobrança de escanteio que passou a meia altura por
toda a área, o zagueiro adversário se antecipou a José Staudt e empatou. 5 minutos depois, virou
com chute em que Geverton Ost quase entrou com bola e tudo, excelente atacante que é enquanto
goleiro. Mais tarde, depois de perder gols praticamente feitos, o Mônaco ampliou em nova jogada
de triangulação em frente à área, batendo a defesa mal posicionada do Expresso. 3X1. Nada dava
certo. O treinador Vinícius Guimarães alterou a disposição tática, e os boêmio-ferroviários passaram
a jogar em duas linhas de 4.
      No meio do caminho, Leandro Silveira não conseguia impedir que o ataque monegasco levasse vantagem no enfrentamento pessoal. Rafael Rancati e Giovani Boccardi marcavam longe, permitindo aos atacantes flutuar e girar, expondo a meta. Eduardo também não conseguia impedir que seu setor fosse invadido, já que o lateral passava livre contando com a facilidade de tabelar com os avantes.  No meio de campo, Francisco Peres, Carlos Fernandez e José Staudt não conseguiam sair de tráscom a bola, errando passes em demasia. Além disso os armadores contrários tinham espaços demais para jogar, o que impedia os azulados de proteger a zaga e de sair de trás após reconquistar a possede bola. Na frente, Pedro Fernandes fechava melhor a saída do Mônaco, enquanto Cristian Pheula combatia atrasado os rivais. Alex Raupp segurava demais a bola, marcando à distância.
      Ainda no primeiro tempo Peres deu lugar a Ricardo Toscani, mas os problemas continuaram, com
saída de trás precária e mau posicionamento. E o Mônaco ampliou. Antes do final da etapa o Expresso
desferiu seu segundo arremate, gol perdido incrivelmente por Pedro Fernandes dentro da pequena
área após falha da defesa. Raupp também tentou de fora, mas o goleiro defendeu com segurança.
      O time não teve nenhum escanteio e nenhuma falta para levantar na área ou arrematar a gol. Fosse ele uma empresa jornalística do estilo da RBS e teria tido que inventar matérias sensacionalistas, sustentando-as mesmo após os mais peremptórios desmentidos, a fim de apresentar alguma coisa a seus leitores prejudicados intelectualmente
(http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/05/mujica-desmente-factoide-de-o-globo-sobre-lulae-
mensalao.html).
      Na parte final, ainda que mais bem colocado, o time seguiu errando demais, desperdiçando a posse
de bola de forma infantil e se defendendo desorganizadamente. Não demorou para que o Mônaco
anotasse o quinto, bola que era do Expresso e foi entregue ao adversário duas vezes.
      O quadro só se alterou um pouco quando entraram Vinícius Guimarães e Fernando Gutheil, e a bola
começou a ficar um pouco mais com o Expresso. Sérgio Carvalho passou a aparecer mais, assim
como Fábio Pereira, e Gutheil quase descontou. Mas Guimarães cansou em 4 minutos, e o time novamente
perdeu força. Aguentou como pôde o final da partida, levando o sexto gol numa saída errada
de Ost, placar que não se alterou mais.
      O Trem Fantasma fecha sua participação na Farroupilha contra o PSG, já classificado, buscando refazer-se da péssima impressão deixada no certame, preparando um novo ânimo para a UEFA e quem sabe uma linha mais convicta de ação na organização do clube e do time.
 
Expresso 1x6 Mônaco
PT = 1x4
Data: 16/05/15
Horário: 13h30

Copa Farroupilha
Geverton Ost – Leandro Silveira, Rafael Rascati, Giovani Boccardi e Eduardo; Francisco
Peres, Carlos Fernandez, José Staudt(C) e Alex Raupp; Fábio Pereira e Cristian Pheula. (Fábio
Pereira, Fernando Gutheil, Marco Viola, Ricardo Toscani, Sérgio Carvalho e Vinícius
Guimarães). Técnico: Vinícius Guimarães e José Staudt.
Gol: Cristian Pheula

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Só há uma verdade: Expresso vive!

Por José Staudt

Só há uma verdade: Expresso vive!
É preciso, porém, que meteoro se choque contra a Terra. Astrônomos estão inquietos


      O desgraçado gol de empate do Corinthians, aos 52 minutos da etapa complementar de tempo corrido (dois minutos de acréscimos, mais 5 de cronômetro parado), ainda não foi suficiente para eliminar o Trem Fantasma da Copa Farroupilha. Mas se tudo der certo, time ainda terá que desfazer saldo negativo astronômico para chegar à segunda fase. Foi um jogo dificílimo. Para o Expresso, a maior rivalidade da Copa Farroupilha, clássico que já apareceu em 3 finais e em uma semifinal. Apelidado pela torcida Volksarmee de Ferroagem (Ferroviários x Arbitragem), a partida é sempre um campeonato à parte, cheia de polêmica, tensão e confusões. Especialmente neste ano, valia acima de tudo a dignidade expressana.
      Recuperando pouco a pouco seu perfil brigador, depois de um início de campeonato decepcionante, mais uma vez apresentou espírito combativo digno de suas origens, dedicando-se ao máximo para superar desfalques importantes e improvisações, a principal delas a atuação sem goleiro de ofício, papel que coube ao capitão Marco Viola representar.Sofrendo para acertar o posicionamento da meia-cancha, permitiu muitos espaços ao oponente para trabalhar no setor, ainda que conseguisse concatenar boas saídas de trás em contragolpes. Tentando explorar a bola parada, especialmente em escanteios e faltas laterais, exerceu alguma pressão nos minutos iniciais, mas passou paulatinamente a ser dominado pelo Corinthians. No lance mais perigoso, o ataque alvinegro levou vantagem em escanteio da esquerda que passou pelo goleiro Viola, de onde surgiu avante que cabeceou no poste. No rebote a bola caiu para a direita e novo cruzamento foi executado, a zaga não afastou e o Corinthians acertou o travessão.
      Depois de largar atrás, gol em chute da entrada da área, lado esquerdo de ataque, em que a vanguarda contrária encontrou facilidade absoluta para criar espaços na defesa marinho-celeste, os jogadores do meio tentaram reposicionar-se para compactar mais as linhas de marcação, mas o resultado foi ainda pior. Não fossem as intervenções do zagueiro-goleiro Viola e da dupla de zaga Rafael Rascati e Giovani Boccardi, que faziam partida segura, mais a falta de pontaria corintiana, o escore poderia ter se tornado inalcançável. A melhor jogada do Expresso saiu em jogada pela esquerda, quando José Staudt cruzou com perigo no meio da zaga, ela passou por Cristian Pheula e Fábio Pereira atirou-se dentro da pequena área para tocar, raspando-a com a ponta da chuteira e jogando-a pela linha de fundo.
      No intervalo o treinador Vinícius Guimarães reposicionou a equipe, reduzindo os clarões que vinham sendo aproveitados pelo adversário no meio apesar da boa atuação de Francisco Peres e Paulo de Tarso. Explicando novamente a movimentação defensiva aos atacantes Pereira e Pheula, os laterais contrários perderam a liberdade que vinham tendo, facilitando o trabalho de Leandro Silveira e Allison Raupp. O Expresso cresceu.
        Já com Sérgio Carvalho na cabeça da área e, com o passar dos minutos, com Bruno Rodrigues mais adiantado e José Staudt um pouco mais atrás, o Corinthians já não agredia mais como antes, e o time voltou à frente timidamente. Guimarães, então, se incomodou com a falta de agressividade ofensiva e começou a empilhar atacantes. Allison Raupp, que crescera no segundo tempo, deu lugar a Nicholas Zucchetti, que tinha a incumbência de apenas atacar; Pedro Fernandes, Douglas Lobi, Dartagnan Noli, todos vieram a campo, e com os laterais aparecendo muito mais, tanto Carlos Fernandez na direita quando Raupp na esquerda, e depois Zucchetti, a bola não abandonava o campo adversário. Fernandes, o atacante com 's', recebeu na meia esquerda, protegeu a esfera e partiu para cima da marcação, sendo derrubado pelas costas quando já se livrava do adversário e abria espaço para arrematar. Staudt, que pedia para voltar depois de ser atendido fora do gramado por ter recebido entrada violenta do volante rival, teve tempo de executar a cobrança de falta a dois passos da linha da área, chute baixo e no canto do goleiro, que quando resolveu reagir já não tinha mais tempo para nada. 1x1, 30 do segundo!
        Era importante não deixar o momento passar e, postado defensivamente, todavia lançando-se à frente a cada roubada de bola, os boêmio-ferroviários seguiam na luta por mais um gol, que poderia deixá-los novamente em condições de seguir sonhando. Foi quando Carvalho recuperou a bola, vislumbrou a movimentação de Fernandes na frente puxando toda a zaga atrás de si, e lançou para o outro lado, onde aparecia Alex Raupp totalmente esquecido, livre, completamente desmarcado. Ele dominou, adiantou-a com calma, esperou a saída do arqueiro e, com categoria, desviou para o canto direito: invasão de campo, loucura na Expresso-íris, quebra-quebra na Volksarmee, 37 minutos do segundo tempo, o Expresso vira o jogo!
      Acabou!, veio a ordem do banco. No primeiro cruzamento na área, porém, Giovani Boccardi, calculando mal a bola, quase mata a torcida do coração, e Viola, saindo como um Leopardo envelhecido, fecha o ângulo, salva o Expresso e se atira no chão começando a era da cera. Adriano Cuca, então, percebendo a intenção expressana, parou o relógio. Foi cobrado, parando não poderia acrescentar mais nada depois dos 45. Era balão, pontapé, água... Viola caiu pedindo atendimento. Boccardi também. Alex também... Bola no travessão, a zaga cortou. O tempo não passava, 47, lateral para o Corinthians. A bola foi alçada, o atacante dominou, conseguiu o giro, entrou na área. O passe veio para trás, passou pela defesa, surgiu pelo miolo o meia alvinegro que bateu seco, ela ainda tocou em Viola antes de entrar. 2x2. Com os dois times abertos, no último lance da partida Alex Raupp deu um balão para o campo de ataque, 3 expressanos contra dois do Corinthians, a zaga cortou exatamente no espaço onde não havia ninguém entrando no lance perigosíssimo na entrada da área. Noli conseguiu chegar atrasado na bola, dividiu, Cuca trilou o apito, fim de jogo.
      De cabeça erguida pela batalha travada, nem a derrota por 2x2 pôde abater o ânimo boêmio.Já pensando na UEFA (mas de olho no céu), colocavam-se, segundos depois, em frente ao bar para comemorar mais um jogo de luta, de garra e de superação. Sábado que vem é o Mônaco. 

Que venha o meteoro! (https://www.youtube.com/watch?v=UavCLUq7g5I).


Expresso 2x2 Corinthians
PT = 0x1
Data: 09/05/15
Horário: 11h30

Copa Farroupilha
Marco Viola – Leandro Silveira, Rafael Rascati, Giovani Boccardi e Allison Raupp; Francisco
Peres, Paulo de Tarso, Bruno Rodrigues e José Staudt(C); Fábio Pereira e Cristian Pheula.
(Alex Raupp, Carlos Fernandez, Dartagnan Noli, Douglas Lobi, Nicholas Zucchetti, Pedro
Fernandes e Sérgio Carvalho). Técnico: Vinícius Guimarães e José Staudt.
Gols: Alex Raupp e José Staudt

Ainda a derrota, mas de cabeça erguida

Por José Staudt

Ainda a derrota, mas de cabeça erguida
Time reapresentou seu velho comportamento guerreiro, trazendo esperanças à massa boêmia

      A estranha e decepcionante campanha do Expresso na Copa Farroupilha segue dando o que falar. Depois de perder 5 pontos que teve à disposição nas duas rodadas iniciais, quando jogou bem e dominou os adversários, o time teve duas atuações desmoralizantes contra o Pirapora e Aliança, oportunidades em que sofreu 9 gols e anotou 3.
      Com a incômoda marca de segunda pior defesa do campeonato, que conta com 18 times, e o quarto pior ataque, a comissão técnica resolveu rever sua estratégia de jogo, que expunha demais o sistema defensivo e não garantia os benefícios ofensivos esperados. A fim de recuperar sua milenar tradição defensiva, que remonta à Batalha das Termópilas, o Expresso foi a campo para encarar o All Blacks, campeão da UEFA passada, e deixar o coração em campo em sacrifício.
      Posicionado em losango no meio, sendo 3 volantes e um armador, a equipe se fechou completamente e inviabilizou a principal jogada de triangulação do oponente próxima à área, que imprime movimentação constante dos meias e a flutuação de seu atacante mais aberto para atrair a marcação e abrir espaços na zaga. Francisco Peres, mais recuado, e Paulo de Tarso, aberto pela direita, desciam o pau por ali buscando sempre a bola, mas às vezes a erravam por alguns metros. Carlos Fernandez, pela esquerda, fazia um papel mais clássico, de cercamento, mas igualmente bem posicionado. À frente deles, José Staudt recuava para ajudar no combate à articulação contrária e tentava organizar os contragolpes e valorizar a posse de bola.
      O time reagiu bem às modificações, tornando-se sólido e combativo. Vibrante, sempre interpunha-se às investidas do All Blacks, e fechava o flanco direito com atuação segura de Leandro Silveira, abrindo um pouco mais o esquerdo para a saída de Allison Raupp de trás, mantendo, todavia, boa capacidade de marcação.
      Os principais momentos ofensivos neo-zelandeses ocorreram por este setor, todavia, e Araldo Neto brilhou 3 vezes no mesmo lance ao salvar chutes em sequencia do meia adversário no bico da pequena área. Mantido o 0x0, era hora de tentar o gol!
      Os boêmio-ferroviários escaparam pela esquerda em velocidade e José Staudt saiu às costas do zagueiro com Cristian Pheula de posse da bola. A defesa recuperou a esfera, mas Pheula insistiu no combate ao defensor e tomou-lhe a redonda, que caiu para Staudt já dentro da área. O meio expressano deu mais um toque e bateu violentamente, alto e no meio, tiro salvo espetacularmente, no susto, pelo enorme guarda-metas do pacífico. Ela subiu, com ele caído no chão, e ofereceu-se quicando, gol aberto, para o centroavante ferroviário, que preparava-se para arrematar quando foi atropelado pelo zagueiro. Pênalti! Adriano, desgraçada e previsivelmente, com a cara de pau máxima que só Momo poderia exibir, mandou seguir a partida, provocando a revolta dos atletas. No lance imediatamente seguinte anotou falta idêntica sobre avante do time cinza e preto, o que quase causou uma insurreição.
Sustentado o 0x0 com apenas uma baixa entre os que começaram o embate – Fábio Pereira, que novamente sentiu-se mal no início do jogo e foi substituído pro Dartagnan Noli –, o time preparou-se psicologicamente tanto para conseguir a vitória quanto para os bem mais de 45 minutos previstos pela arbitragem de Momo (Deus grego da zombaria) em sua tentativa de garantir o triunfo aos donos da casa. E a defesa voltou a ser impenetrável.
    Marco Viola e Giovani Boccardi, que haviam feito um primeiro tempo perfeito, mantiveram o padrão até a saída por lesão do veterano capitão, que foi substituído também com eficiência por Pablo Figueroa. Peres deu lugar a Sérgio Carvalho, e Tarso veio para a primeira função. Araldo Neto seguia fechando a porta para o ataque adversário, que agora tentava cada vez mais chegar ao tento em cruzamentos da entrada da área e escanteios, onde era bloqueado pela tenacidade da marcação fantasma.
      O tempo foi passando, e o Expresso se sustentando, aos poucos avançando lentamente na busca pelo seu gol da vitória. Cristian Pheula levava vantagem novamente contra o zagueiro contrário e foi derrubado na área, outro pênalti sonegado pela arbitragem da #OperaçãoZelotes; Pedro Fernandes recebeu de Raupp por elevação e girou, quase abrindo o placar aos 35 do segundo tempo.
      Fernandes e Nicholas Zucchetti compunham o ataque agora, enquanto mais atrás Ricardo Toscani e Rafael Rascati mantinham a impenetrabilidade do meio e da defesa, respectivamente. Pouca coisa acontecia de perigosa, fora o tiro de meta rasteiro cobrado por Boccardi para a entrada da área que resultou num bombardeio quase indefensável contra a meta azulada, salva pelo goleiro Araldo Neto e mais 3 homens de linha que se juntaram a ele para defender a cidadela no seu instante mais derradeiro (https://www.facebook.com/araldo.neto/videos/o.313303418695740/778024362295605/?type=2&theater). Passado o susto, chegamos nos acréscimos.
      Momo apontou falta na meia-esquerda ofensiva para o All Blacks, e o tiro explodiu na barreira, sobrando para Sérgio Carvalho puxar o contragolpe. Lançando-se sobre ele a fim de impedir a escapada, o voltante que havia arrematado cometeu falta sobre o expressano, ao que Adriano inverteu a infração, permitindo praticamente a mesma oportunidade de atirar para o arco, chance idêntica, do mesmo local. O chute partiu à meia-força, descaindo muito no canto, Araldo Neto voando com as asas abertas, ela tocando mansamente a base do seu poste direito e morrendo no fundo do gol, aos 46 minutos da etapa final. All Blacks 1x0.
      O Expresso ainda tentou nos 4 minutos seguintes uma pressão intensa, com cruzamentos sobre a área e faltas de longa distância, mas não conseguiu igualar o escore, o que o deixa em situação delicadíssima na tabela, mas com a certeza do potencial para obter resultados muito melhores de agora em diante.
      Na rodada seguinte, contra seu maior rival, o Corinthians, só a mesma pegada, a mesma dedicação e o mesmo sacrifício poderão recolocar a equipe no trilho da vitória, único resultado que interessa.

Expresso 0x1 All Blacks
PT = 0x0
Data: 25/04/15
Horário: 11h30
Copa Farroupilha
Araldo Neto – Leandro Silveira, Marco Viola, Giovani Boccardi e Allison Raupp; Francisco Peres, Paulo de Tarso, Carlos Fernandez e José Staudt; Fábio Pereira e Cristian Pheula. (Dartagnan Noli, Nicholas Zucchetti, Pedro Fernandes, Rafael Rascati, Ricardo Toscani, Sérgio Carvalho e Tiago Lopes). Mateus Trombetta. Técnico: Vinícius Guimarães e José Staudt.

Expresso 2x5 Aliança
PT = 0x0
Local: CT Muradás, Canoas
Data: 11/04/15
Horário: 9h30
Copa Farroupilha
Araldo Neto – Leandro Silveira, Marco Viola(C), Pablo Figueroa e Giovani Boccardi; Francisco Peres, Ricardo Toscani e José Staudt; Fábio Pereira, Cristian Pheula e Pedro Fernandes. (Bruno Rodrigues, Dartagnan Noli, Mateus Trombetta, Nicholas Zucchetti, Paulo de Tarso e Rafael Rascati). DT: Vinícius Guimarães e José Staudt.
Gols: Dartagnan Noli e José Staudt.

Expresso 0x0 Bageense
PT = 0x0
Local: CT Muradás, Canoas
Data: 11/04/15
Horário: 10h
Amistoso

Mateus Trombetta – Tiago Lopes, Marco Viola(C), Rafael Rascati e Allison Raupp; José Staudt, Ricardo Toscani, Paulo de Tarso e Douglas Lobi; Pedro Fernandes e Cristian Pheula. (Francisco Peres). Técnico: José Staudt.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Hora de aparecer a cara feia do Expresso

Por José Staudt


Hora de aparecer a cara

feia do Expresso

     Queda na tabela exige modificação anímica e estrutural. Recuperação precisa vir logo


     Novamente o resultado não foi o esperado. O time boêmio-ferroviário errou demais e foi derrotado pelo Pirapora por 4x1, de virada, e agora vai ter que confirmar a fama de Trem Fantasma para alcançar a classificação à segunda fase.
     Jogando novamente no sistema 4-3-3, que lhe dá maior fluidez ofensiva, foi logo tentando capturar a iniciativa do jogo para impor ao oponente sua estratégia. Até os 15 minutos foi exatamente o que aconteceu, com o Expresso ocupando o campo de ataque, apertando a marcação na frente e bloqueando as tentativas de saída do Pirapora, que jogava apenas com lançamentos longos.
     Com linda troca de passes o time avançou da esquerda para a direita, com a bola chegando aos pés de Leandro Silveira e dele para Fábio Pereira. Pereira encarou a marcação, trouxe para dentro já com o marcador vencido e cruzou na medida para José Staudt, que entrava em vantagem contra a zaga. Staudt cabeceou junto com o goleiro, que rebateu, mas a bola sobrou para ele limpa, dentro da pequena área, com apenas um zagueiro sobre a linha para tentar cortar. Sem possibilitar qualquer reação, o meia expressano soltou o pé no alto e estufou as redes para abrir o escore https://www.facebook.com/video.php?v=762686953829346&set=o.313303418695740&type=2&theater
     O gol atordoou o Pirapora, que passou a ser atacado sem parar. Depois de 2 escanteios seguidos,
Carlos Fernandez cobrou o terceiro com perfeição no primeiro pau, jogada já consagrada da equipe. Leandro Silveira antecipou-se à defesa, torneou para o segundo pau e Nicholas Zucchetti apareceu de trás, livre, sobre a linha fatal, mas a bola perdeu força com ovento, caiu e ele, girando, sem goleiro, furou, perdendo incrível oportunidade. Foi a última vez que se falou em Expresso no jogo.
     Quando Nathan Silva furou em cruzamento a esmo do ataque roxo, o centroavante não perdoou e deixou tudo igual (https://www.facebook.com/video.php?
v=762688893829152&set=o.313303418695740&type=2&theater). Poucos minutos depois, em nova falha da zaga, o mesmo avante subiu sem marcação pelo lado esquerdo e, de longe, cabeceou fraco para vencer Mateus Trombetta e virar a partida (https://www.facebook.com/video.php?
v=762691610495547&set=o.313303418695740&type=2&theater). A equipe parou e o Pirapora começou a aplicar seu ótimo toque de bola, o que durou até o final da etapa.
     No intervalo, descontentes com a apresentação do time, o técnico Vinícius Guimarães e os jogadores analisaram a melhor maneira de recobrar o futebol apresentado nos minutos iniciais,promovendo algumas alterações táticas e a substituição de jogadores. Entretanto, tudo foi por água abaixo quando Tiago Lopes desarmou limpamente o atacante contrário e o juiz Rodrigo, sempre ele, assinalou penalidade máxima absurda. Na cobrança, bola de um lado, Trombetta do outro, Pirapora 3x1.
     O time de fato havia melhorado o posicionamento, apesar de ser envolvido pelo toque de bola do oponente. Francisco Peres ajudava a proteger mais a zaga, enquanto Pedro Fernandes levava vantagem na frente ao imprimir velocidade contra a marcação.
     Depois de cobrança de falta de José Staudt que bateu na trave, Fernandes bateu de primeira e a bola venceu o arqueiro, sendo salva sobre a linha pelo zagueiro; Staudt tentou de longe e a bola passou raspando o travessão; Douglas Lobi, que substituiu a Carlos Fernandez, também criou belo lance e atirou duas vezes sobre o goleiro, que não deu rebote no segundo. O time tentava, nos minutos finais, descontar na marra, com mais pernas que o rival, porém deixando a desejar na organização. Cristiano de Souza, Dartagnan Noli e Allison Raupp tentavam empurrar o Pirapora para trás, mas as jogadas paravam na intermediária. Sérgio Carvalho também entrou, no lugar de Leandro Silveira, mas o jogo já não fluía, e o Expresso atacava sem paciência ou efetividade. Com Rafael Trombetta a defesa ficou mais sólida, mas nada pôde fazer quando Raupp perdeu a bola no círculo central e o atacante avançou até a meta boêmia, driblando Mateus Trombetta e apenas empurrando para o arco vazio para fechar o placar em 4x1.
     Na quarta-feira passada a comissão técnica, preocupada com a vulnerabilidade da retaguarda, se reuniu para tratar de modificações visando a solidificar o sistema defensivo e planejar uma estratégia para melhor aproveitamento do farto elenco à disposição. Ficou definida a manutenção do sistema 4-3-3, em virtude das características do jogadores, reposicionando-o com a promoção de mais um volante no lugar de um dos armadores, o que acarretará um combate mais claro aos meias adversários. Mantidos os atacantes, que são em grande número e em boa qualidade, pretende-se uma produção ofensiva semelhante a que ocorreu até aqui e uma revolução defensiva a fim de transformar o setor, hoje o 2º pior do campeonato, em um setor intransponível.

Expresso 1x4 Pirapora
PT = 1x2
Local: CT Muradás, Canoas
Data: 28/03/15
Horário: 15h30

Copa Farroupilha
Mateus Trombetta – Leandro Silveira, Tiago Lopes, Giovani Boccardi e Nathan Silva; Paulo
de Tarso, Carlos Fernandez e José Staudt(C); Fábio, Cristian Pheula e Nicholas Zucchetti.
(Allison Raupp, Cristiano de Souza, Dartagnan Toscani, Douglas Lobi, Francisco Peres, Pedro
Fernandes, Rafael Trombetta e Sérgio Raupp). Araldo Neto e Ricardo Toscani. DT: Vinícius
Guimarães e José Staudt.
Gol: José Staudt.

domingo, 29 de março de 2015

Com trilho ou sem trilho, vamos passar!


Por José Staudt

 Com trilho ou sem trilho, vamos passar!
 Equipe demonstra potencial sólido para avançar, mas os resultados ainda não surgiram

     Pela segunda partida consecutiva na Farroupilha o Expresso dominou amplamente o adversário, desta feita o Racing, mas saiu de campo com um placar inesperado. A derrota por 4x2 ainda mantém o time na zona de classificação à etapa seguinte, e o jogo deste sábado, 15h30 ante o Pirapora, é decisivo por tratar-se de adversário direto, que pode ser deixado para trás com uma vitória.
     Bem colocados em campo, com posicionamento avançado e toque de bola consciente, os comandados do agora promovido Vinícius Guimarães, ex-auxiliar técnico e meia expressano, exerciam forte predomínio territorial e chagavam com facilidade ao ataque nos movimentos iniciais do encontro. Depois de tentar pelos dois lados, foi em lance de infiltração que Cristian Pheula foi derrubado nas proximidades da meia-lua, um pouco mais pela direita. Carlos Fernandez e José Staudt posicionaram-se para a cobrança, executada por Staudt contra o arco, goleiro que já saiu batido para a bola. Ela explodiu no travessão e caiu um passo à frente da linha fatal, sobrevoando no retorno a cabeça de Pablo Figueroa e sendo rechaçada pela defesa no que já poderia ter sido a abertura do escore pelos boêmio-ferroviários.
     Melhor que o Racing, conquistando escanteios e faltas laterais, o quadro sofreu duro golpe quando Marco Viola, famoso por seu curioso caso de rejuvenescimento diário, teimou em segurar demais a esfera em frente à área, perdendo-a para o atacante contrário e possibilitando ao Racing que fizesse 1x0.
     Sem se abater, a representação noctívaga continuou martelando o oponente, variando as jogadas de um flanco ao outro. Marco Viola já havia quase anotado em cabeceio no segundo pau quando, em movimentação antológica, com a participação dos três setores, o time chegou pela direita depois que Paulo de Tarso serviu Leandro Silveira em progressão, já na intermediária alviazul. Com precisão milimétrica, o irmão quadrigêmeo de Viola, Martin Both e Fabiano Buzzetto levantou na medida para Pheula subir entre os zagueiros e testar para o meio do gol, empatando o jogo em 1x1.
     Depois do tento o Expresso apertou ainda mais, e em duas oportunidades vivíssimas desperdiçou a chance de virar o embate, o que teria sido valiosíssimo para dar maior tranquilidade na etapa complementar. Cristian Pheula foi quem teve o gol à feição, primeiro ao passar em velocidade pelo zagueiro e concluir sobre o goleiro da entrada da pequena área, e depois ao bater a linha de impedimento, driblar o guarda-metas e arrematar fraco, perdendo o gol devido à recuperação do defensor, que salvou sob os paus.
     A retaguarda estava bem postada e poucas foram as vezes em que o Racing preocupou, mas quando o fez Mateus Trombetta interveio com segurança.
No segundo tempo, contra o vento e com muitas trocas, o Expresso demorou para se encontrar, e antes que pudesse fazê-lo levou o segundo, gol de contragolpe rápido que ainda tocou em Viola antes de entrar.
     Se assentando aos poucos e entrando no ritmo da partida, os suplentes passaram a dar novo fôlego ao Trem Fantasma, com Rodrigo Fábio pela lateral direita e Pedro Fernandes mais à frente, pela esquerda. E logo em seguida, em mais uma carga trabalhada de um lado para o outro, Felipe Rodrigues trouxe a redonda para o miolo, passando por dois adversários e tentando o passe às costas da defesa para José Staudt. O zagueiro conseguiu o corte, mas ela caiu para Cristian Pheula, que recolheu, segurou e, aí sim, achou Staudt livre na linha da zaga. O meia boêmio adiantou-a e desceu o pé, fazendo-a atravessar o goleiro no meio do gol, repondo a igualdade no placar.
     O jogo pendeu novamente para o Expresso, agora mais do que nunca em busca da virada. Com o cansaço de Tarso, Allison Raupp, que entraria no lugar de José Staudt, substituiu ao cabeça de área e passou a fazer companhia a Sérgio Raupp na meia, com Dartagnan Toscani no comando de ataque e Cristiano de Souza na direita, mais pelo flanco. Surpreendentemente, porém, o Racing conseguiu pular na frente de novo em gol de falta inexistente que contou com a ajuda do vento, chute que saiu bem no cantinho e foi ainda rebatido por Trombetta, mas não o suficiente para desviá-la da meta. O goleiro azulado bateu-se contra o poste e desabou sangrando, imediatamente socorrido pelos companheiros com um corte substancial na cabeça. Precisando de cuidados médicos, foi substituído por Araldo Neto e encaminhado ao HPS.
     Por este motivo Mateus Trombetta não estava presente quando o Racing conseguiu, depois de escapar de grande pressão por mais de 15 minutos, em que o Expresso martelou, lançou bolas sobre a área, e teve um pênalti a seu favor não marcado, matar o jogo em contra-ataque velocíssimo pela esquerda, fechando a contagem em 4x2. Estava presente, no entanto, na hora da cerveja, apesar de recomendações médicas em contrário.
Expresso 2x4 Racing
PT = 1x1
Local: CT Muradás, Canoas
Data: 21/03/15
Horário: 11h30

Copa Farroupilha

Mateus Trombetta – Leandro Silveira, Marco Viola(C), Pablo Figueroa e Nathan Silva; Fernando Gutheil, Carlos Fernandez e José Staudt; Felipe Rodrigues, Cristian Pheula e Nicholas Zucchetti. (Allison Raupp, Araldo Neto, Cristiano de Souza, Dartagnan Toscani, Paulo de Tarso, Pedro Fernandes, Rodrigo Fábio e Sérgio Raupp). Douglas Lobi, Rafael Trombetta e Ricardo Toscani. DT: Vinícius Guimarães e José Staudt.
Gols: Cristian Pheula e José Staudt.

domingo, 22 de março de 2015

#CadêOPaulinho???


#CadêOPaulinho???Atrás apenas de #GloboGolpista e #NãoVaiTerGolpe, hashtag alcançou o terceiro lugar da semana nos trending topics do Twitter após o empate em 2x2 com o Bukaneros


     Foi um empate ambíguo. Se sobram motivos para saudar a conquista de um ponto pelo Expresso em sua estreia na Farroupilha, também sobram outros tantos para lamentar a perda de dois, aos 45 da etapa final.

     Com um grupo forte e imenso, os boêmio-ferroviários desta vez se organizaram para voltar à disputa de títulos na competição. 29 foram os que atuaram na primeira partida, três não entraram em campo e ainda houve algumas ausências. Grupo qualificado e numeroso. Aí vem o Trem Fantasma!

     Tomando a iniciativa nos movimentos iniciais, aos poucos a equipe passou a sofrer com o desentrosamento e o Bukaneros cresceu. Com bom toque de bola no meio, usava a experiência dos seus jogadores para triangular e avançar pelo flanco esquerdo, levando perigo à retaguarda boêmia. Com uma pequena alteração de posicionamento dos jogadores Leandro Silveira e Fábio Boccardi, o lateral esquerdo lavanda foi neutralizado e os expressanos passaram a dominar as ações na meia-cancha, bloqueando o desafogo do rival e avançando sobre seu campo.

     Com mudanças significativas na equipe titular, visto que metade da delegação chegou atrasada porque ainda participava da mobilização dos setores progressistas da sociedade em favor da presidenta Dilma e marchava com movimentos sociais, centrais sindicais e trabalhadores para evitar um golpe reacionário, os onze que começaram davam conta do recado e começavam a envolver o adversário.

     Nicholas Zucchetti achou Cristian Pheula pelo meio, entre os zagueiros, na entrada da área, e este escorregou para a direita, marcado. Ainda assim, arranjou espaço para o arremate e bateu seco, pé de Bozo na nêga, rasante, Expresso um a zero!

     O time perdeu inúmeras oportunidades de ampliar, trocando passes e chegando na frente. Bruno Rodrigues driblou o goleiro e cruzou rasteiro, bola que foi rechaçada pela defesa dentro da pequena área; Silveira recebeu de Pheula com o goleiro já batido e, quando se preparava para anotar, foi travado faltosamente, pênalti não marcado. Quase ao final, Araldo Neto fez defesa espantosa, quando segurou firme tiro cruzado da entrada da pequena área.

     Ganhando por 1x0 no intervalo, a equipe buscou corrigir o que a tornava vulnerável ao oponente, que consistia basicamente no erro de passes e a cedência de contragolpes, visto que estava extremamente bem posicionada e não corria grandes riscos.

     Com uma mudança tática desde a saída de Francisco Peres, lesionado por entrada violenta, e a promoção de Denis Kroth na meia, recuando José Staudt, o time recomeçou o segundo tempo mais ofensivo, e bem melhor que o rival. Allison Raupp aparecia ainda mais pela esquerda, desestabilizando o setor defensivo contrário. Rodrigues e Kroth tinham liberdade para armar, e na frente o trio de ataque manobrava com habilidade.

     Fábio Boccardi recebeu na área marcado, ameaçou o chute e deixou um zagueiro caído. Veio o outro, que igualmente ficou pra trás depois do toque desconcertante. Na cara do gol, com o goleiro já se atirando a esmo, fulminou de pé esquerdo, bola que veio a cair em Nova Santa Rita duas horas depois de encerrado o confronto, furada e em chamas, sempre um a zero.

      Outras foram as chances que o time perdeu enquanto mantinha a vantagem mínima, com Boccardi novamente em frente à meta colocando de pé direito para ótima defesa do arqueiro, e Pedro Fernandes, escorando de voleio por cima. A equipe dominava, mas perdia paulatinamente o controle da meia-cancha, com o cansaço de Denis Kroth e a consequente falta de combatividade no setor. Foi então que ocorreu a maior polêmica do encontro, quando Paulo de Tarso foi chamado a assumir a cabeça da área.

     Integrante histórico do MST, Paulinho da Foice, como é conhecido, foi chamado pelo então capitão do time, José Staudt, a entrar no jogo para impedir o predomínio territorial que o Bukaneros havia começado a exercer. O tempo passava, e nada de o auxiliar-técnico de artes marciais Vinícius Guimarães, ex-jogador da equipe, tomar as providências recomendadas. Sem o fardamento graças à sua participação nos bloqueios das rodovias da região metropolitana, entre elas a BR 448, que leva ao CT Muradás, Paulinho demorava a se aprontar, enquanto o oponente aumentava a pressão sobre o Expresso.

     Cadê o Paulinho?, bradou o capitão desesperado, enquanto mais uma vez se posicionava para defender ataque contrário. Cadê o Paulinho? Cadê o Paulinho? Poucos minutos depois, ainda sem Paulinho de Tarso em campo, o volante rival foi lotericamente feliz no chute desferido de 30m, bola que voou certeira, fugindo de Araldo Neto, alcançou o poste e entrou. 1x1. #CadêOPaulinho?!

     Tá se fardando!, bradou Guimarães da beira do gramado, irritado com o resultado catastrófico da falta de sincronia celeste. Poderia ser um divisor de águas no jogo, pois o gol haveria de alterar o panorama em favor do Bukaneros. Porém, não foi o que se viu.

     Já sem Raupp na esquerda, Staudt passou à lateral, e Carlos Fernandez entrou no lugar de Kroth, exaurido pela gripe. Pedro Rocha também reforçou o setor direito ao substituir Leandro Silveira, e Felipe Rodrigues infernizava a retaguarda lavanda com arrancadas supersônicas desde a saída de Pheula. Sofreu um, dois pênaltis não marcados pelo árbitro, ambos claríssimos e impossíveis de serem sonegados, o segundo deles já correndo para a área com o apito na boca, desistindo em plena marcha para mandar o jogo seguir. Aos 30 minutos, com Fernando Gutheil na cabeça da área, José Staudt recebeu pela esquerda e avançou, vislumbrando Pedro Fernandes pela direita atrás da zaga. Enviou-lhe a bola meio bicuda, estilo rúgbi, que caiu-lhe um pouco à frente, difícil de dominar. O esperto avante, então, deixou-a bater no chão e amorteceu-a para Fábio Boccardi, que entrava pelo comando. Só com o domínio já deixou o zagueiro pregado, e quando o goleiro saiu, levantou-a sutilmente para o fundo da meta. Era a vitória! 32 do segundo tempo.

     O jogo avançava para o seu final, e o Expresso tinha total controle sobre o adversário. Trocava passes com facilidade, tinha espaço para trabalhar, os homens de roxo não conseguiam recuperar a redonda e nem organizar ataques perigosos, pois só conseguiam chutar a bola para a frente no desespero, apostando no erro boêmio-ferroviário.

     Mesmo com tudo na mão para fazer aguardar o término da partida sem sobressaltos, o time forçava passes e apostava em alguns lances individuais desnecessários, devolvendo ao Bukaneros a posse de bola que ele, por si só, não conseguia obter.

      Até que aos 44 minutos, depois de outra saída afobada do Expresso, um erro de passe no meio resultou em nova interceptação, seguida do milésimo balão para a frente, e, desta vez, mal colocada, a zaga foi vencida pelo toque de cabeça de um dos centroavantes, que serviu ao outro entrando em velocidade. Neto saiu já vendido, foi driblado e, com o gol aberto, nada pôde fazer para evitar o empate.

     Ainda houve tempo para mais dois escanteios em favor da coruja, que foram novamente desaproveitados pelo time, e para uma cobrança de falta de José Staudt, que passou a 5cm do poste direito do guarda-valas.

     Terminado o jogo foi a vez da grande confraternização com o churras assado por tio João, regente da Volksarmee, primeira torcida organizada do clube, agora acompanhada da Expresso-íris. O bonde da diversidade, composta por simpatizantes do goleiro Mateus Trombetta, lesionado, não discrimina ninguém por orientação sexual, credo, raça... Só não gosta muito de tucanos.

Expresso 2015: estreia com gosto de gelada!




    No próximo sábado, 11h30, o time volta a campo para enfrentar o desconhecido Racing, que lidera o grupo após bater o forte Pirapora por 2x1. A apresentação será às 10h30 e a escalação será definida às 11h com os jogadores que estiveram presentes no estádio.

Expresso 2x2 Bukaneros

PT = 1x0
Local: CT Muradás, Canoas

Data: 14/03/15
Horário: 9h30

Copa Farroupilha 2015

Araldo Neto – Leandro Silveira, Marco Viola(C), Giovani Boccardi e Allison Raupp; Francisco Peres, José Staudt e Bruno Rodrigues; Fábio Boccardi, Cristian Pheula e Nicholas Zucchetti. (Carlos Fernandez, Denis Kroth, Felipe Rodrigues, Fernando Gutheil, Paulo de Tarso, Pedro Fernandes, Pedro Rocha e Tiago Toscani). Mateus Trombetta, Ricardo Toscani e Ronaldo Veiga. DT: José Staudt e Vinícius Guimarães.

Gols: Cristian Pheula e Fábio Boccardi